A equipa produtora do Videojogos - O guia de jogos para os pais é composta por:
José Antunes - jornalista, 53 anos, escreve sobre jogos desde a década de 80. Editou, entre muitas outras coisas, a coluna de jogos do Som & Imagem, no Diário de Notícias, o Pokes & Dicas do jornal A Capital, a coluna de jogos do Computadores, no Público, e os Jogos, no Expresso. Autor de um livro sobre Mundos Virtuais, edição da Porto Editora, é ainda editor da única revista portuguesa de fotografia, Fotodigital. Gosta de simuladores de voo, de jogos com uma boa história, vive como um hobbit no universo de Tolkien no jogo Lord of the Rings Online. Quando o tempo sobra, claro.
Miguel Viana Antunes - estudante universitário na área de informática, tem 18 anos, joga... há 18 anos. Devoto do PHP, do Java, MySQL e outras invenções que mexem a Web, é igualmente proficiente em Team Fortress 2 e tanto pode passar horas a jogar Halo com os amigos como aceita uma partida de Fusion Frenzy para provar o lado social dos jogos. Diverte-se com a variedade. Escreveu sobre jogos para a MegaJogos e a revista Dia D, do Público. Vive como hobbit no jogo LOTRO, quando tem tempo livre dos outros afazeres. E da namorada...
João Viana Antunes - estudante, 15 anos, joga desde o primeiro dia que pegou num comando e descobriu que os bonecos no ecrã se mexiam como ele queria. Fruto de uma geração extremamante visual, cresceu bebendo na experiência do irmão, o que acelerou o processo. É um constante pesquisador de novos jogos, com centenas de Terabytes de downloads (legais) de demos e jogos. A sua curiosidade pelos jogos não tem limites, devora tudo o que pode, quando não está a jogar com amigos na Internet. Escreveu para a MegaJogos. Vive como hobbit em LOTRO mas tem também outras personagens no jogo baseado nos livros de Tolkien. E noutros jogos e mundos.
Este projecto na Web nasceu da percepção da necessidade de existência um espaço que sirva de guia aos pais em busca de informação sobre videojogos. e a adultos que gostam de jogar e precisam de escrita "adulta" sobre esta forma de entretenimento. Com uma ligação de mais de duas décadas ao mundo dos videojogos, tendo escrito e em alguns casos estreado as colunas de jogos do Diário de Notícias, Público, Diário Popular, Sete, Exame Informática, Bit, TekSapo e Expresso, editado durante anos o suplemento Pokes & Dicas, que serviu de "bíblia" a muitos jogadores, e feito parte da equipa fundadora da MegaScore, a primeira revista portuguesa de videojogos, onde nasceu a equipa que recentemente tentou fazer e manter a Hype, fui ainda, em 2005, o director da MegaJogos, um projecto pioneiro em Portugal, de uma revista feita por jornalistas e já apontada a um público mais amplo do que os "hardcore gamers", algo que se ensaiara na MegaScore.
O modelo da MegaJogos reflectia a nossa visão de que o mundo dos jogos estava a mudar radicalmente, e que os jogadores ocasionais, os pais, as pessoas comuns, necessitavam de alguém que lhes descodificasse o que até então parecia ser jargão esotérico de uma sociedade secreta. Infelizmente os investidores na revista não acreditaram no projecto. Provou-se mais recentemente, com a Hype, que ainda nada mudou, e que o jornalismo rigoroso e mais exigente não tem valor na mão dos actuais gestores.
Num universo onde os videojogos têm um papel cada vez mais dominante, é estranho ver o modo como os media os tratam: como coisa de miúdos, com a escrita sobre os mesmos muitas vezes entregue a colaboradores sem preparação jornalística para escrever, de facto, sobre um tema que devia ser tratado, pelo menos, com a seriedade que se dá às críticas de cinema. Para não dizer mais... A minha experiência pessoal, com a passagem, numa década, de duas páginas de jornal para uma coluna irregular que sai quando sai, sugere o distanciamento que a Imprensa tem da realidade dos videojogos, que só servem de tema, muitas vezes, no período de Verão, quando se reescrevem umas histórias gastas sobre o perigo que representam.
É por causa dessa cegueira que este espaço nasce. Para falar de videojogos como uma actividade de que os pais não podem ficar arredados. Para não perderem o contacto com os filhos e porque, digo-o da respeitabilidade dos meus 50 e alguns anos, porque jogar é divertido. Experimente, começando por fazer esta viagem connosco!
Connosco significa comigo e com os meus dois filhos, de 18 e 15 anos, que nasceram no meio de jogos e os respiram por todos os poros. Através deles aprendi muitas coisas sobre jogos, até a ter uma percepção dos diferentes pontos de vista sobre um mesmo título. É esse conhecimento e a nossa experiência dos jogos, a par com as notícias que achamos serem importantes para se traçar um panorama deste universo, que pretendemos reunir aqui, como um farol para pais REALMENTE preocupados. E para todos os leitores, de todas as idades, que pretendem saber mais sobre videojogos do que a forma de chegar ao fim.
José Antunes