Distribuído ao abrigo do conceito de open-source, Flightgear é um simulador de voo com uma missão: prover de forma acessível uma ferramenta de aprendizagem dos segredos do voo. é um brinquedo mas é de facto uma lição de voo que qualquer um pode ter. Gratuitamente, o que é algo a ter em conta.
O lugar cativo de Microsoft Flight Simulator como líder de mercado neste segmento não é sequer colocado em questão, mas para alguns a ideia de um simulador de voo só pode ser entendida após um primeiro contacto grátis: que pode começar por esta proposta, criada por uma comunidade que acha estimulante dividir com outros a sua experiência na concepção de programas e que o faz através de um simulador de voo.
Já na versão 1.0, que surge acompanhado de aviões extra e cenários FlighGear foi também criado para diferentes sistemas operativos e plataformas, o que é uma boa notícia para os que usam Mac OS-X, Linus, FreeBSD, Solaris e mesmo IRIX.
Concebido como um programa aberto que vive e cresce com o apoio da comunidade de utilizadores, FlightGear aceita a importação, por exemplo, de modelos de aviões (sem ficheiro de voo, que é distinto) do próprio Flight Simulator, uma extensão ao parque de aviões presente (e já com catálogo extra, também...) o que torna mais apetecível a experiência.
Com algumas dezenas de aeronaves disponíveis, do clássico Cessna 172 a helicópteros e aviões comerciais, o programa tem também uma oferta de aparelhos antigos e modernos para todos os apaixonados pelo voo, e oferece ainda uma série de cenários que pode ser expandida com pacotes extra, como sucede com o de Portugal, que apresenta uma série de pistas em território nacional. A representação não atinge a do simulador da Microsoft (com as expansões criadas) mas, pelo preço, não se pode pedir muito mais.
Avançando na exploração do programa, descobre-se que FlightGear oferece mais do que pode parecer à primeira vista, revelando-se no uso prático e na leitura dos manuais (imensos) como uma excelente ferramenta para aprendizagem de voo, que em termo teóricos, quer na execução virtual que o programa proporciona. É uma forma de experimentação que sugere quão interessante pode ser integrar esta solução nas salas de aula escolares, para que os alunos tenham um primeiro contacto com a experiência de voar.
Cockpits tridimensionais, instrumentos que funcionam, um HUD que ajuda os que começam a aceder em instantes à informação mais importante, tudo se conjuga para criar um produto que não pretende competir na arena dos jogos sendo sobretudo uma ferramenta lúdica e educativa que se pode até explorar em rede, para treino de voo em conjunto, e mesmo para ATC (Controlo e Tráfego Aéreo), desde que o sistema de hardware implementado permita essa opção.
Capaz de ir buscar dados de condições atmosféricas à Internet, algo que eleva a uma outra categoria, ao sugerir uma opção de treino baseada em condições reais e actualizadas, FlightGear é tão ou mais configurável que o programa da Microsoft, o que o coloca num patamar muito especial para todos aqueles que pretendem ter um simulador de voo permitindo ensaiar sitações para descoberta da forma correcta de as resolver. A implementação de uma menu de avarias confirma a aposta nessa via.
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