
A participação em videojogos que exigem elevada interactividade deve fazer parte da rotina diária de uma criança saudável, diz recente estudo britânico que a associação de editores do sector logo aplaudiu. O estudo continua até final do Verão, altura em que serão divulgados mais resultados.
A ELSPA, Associação Europeia de Editores de Programas Lúdicos, divulgou com visível agrado o estudo do departamento de saúde da Universidade de Nottingham Trent, em colaboração com o hospital universitáriolocal, que indica ser benéfico para os mais jovens a utilização de videojogos nas suas ocupações quotidianas. A descoberta resulta de uma experiência que visou determinar a quantidade de energua dispendida durante o uso de videojogos. Representantes da GameCity, um programa que desenvolve acções na área dos videojoos e entretenimento interactivo estiveram também ligados ao projecto.Os videojogos têm sido apontados como um factor contributivo para fazer com que as crianças ganhem peso... porque não se mexem muito. O mesmo sucede quando lêem livros, mas isso ninguém parece referir... mas isso é outra história. Como é impossível fazer com que os jovens deixem de jogar, o grupo de investigadores decidiu analisar os potenciais benefícios de jogar programas mais dinâmicos. Analisaram também se o tempo passado a jogar contribui para uma actividade física, de moderada a enérgica, das crianças.
Recrutada uma quinzena de crianças para a primeira fase do estudo, que começou em Fevereiro passado, foram medidos os valores de dispêndio de energia em repouso e durante as actividades, em jogos que não exigem movimento físico - além do jogo de dedos - e ema títulos como os que recorrem ao Sony EyeToy ou ao Nintendo Wii Sports. O batimento cardíaco nos dez minutos de cada teste. Os resultados indicaram que, durante os jogos exigindo movimento, o dispêndio de energia sobre cerca de 42% acima dos níveis medidos com jogos tradicionais (os que não exigem esforço). As conclusões baseadas nos dados indicam que crianças envolvidas com videojogos activos durante 60 minutos todos os dias, perderão cerca de três quilogramas de gordura do corpo.
Michael Rwalinson, directro-geral da ELSPA afirma :"estamos maravilhados com as conclusões do estudo. Os primeiros sinais sugerem que estes jogos permitem contribuir para a actividade física dos jovens no ambiente seguro de suas casas."
A segunda fase do estudo já arrancou. Os jogos interactivos dinâmicos estão a ser apontados como uma "intervenção estratégica" para combater a obesidade. Os grupos de obesos enfrentam mais dificuldade na prática de desportos tradicionais e actividades de exteriores. Os jogos interactivos, que podem ser jogados na segurança do lar, podem ser uma forma de minimizar essas barreiras. A segunda fase do estudo estará compelta no final do Verão. Os dados obtidos permitirão desenvolver estratégias que encorajem uma mudança de comportamento nas crianças, promovendo uma maior actividade física.

















