Categoria: Jogos Publicado em quarta, 06 agosto 2008 00:09

Por momentos quase se pensa estar ante uma clássica película de terror ao avançar pelos filmes de ligação dos trechos interactivos de Alone in the Dark, o jogo que este Verão chega a quase todas as plataformas, numa evidente aposta da Atari de disseminar o terror em todas as frentes. Mas o jogador sente-se ainda dentro de um filme, quando toma o controlo da acção e avança com o herói pelos espaços de um Central Park nova-iorquino, onde o mal parece dominar cada esquina.
Sente-se na obra o efeito da escrita de H. P. Lovecraft no seu Cthulhu Mythos. Afinal, até o herói Edward Carnby, recorda a figura de John Carnby, personagem de "Return of the Sorcerer" de Clark Ashton Smith, uma história escrita em torno do universo traçado por Lovecraft e inspirador de tantos autores.
Este jogo de Alone in the Dark marca o regresso de uma saga que começou em 1994, pelo que se trata da reposição de um género que trilhou um percurso quase pioneiro no universo do entretenimento informático. É interessante ver como o grafismo permitido pelas novas gerações de equipamentos – associadas a televisores de alta definição – abre para uma redescoberta deste tipo de aventuras.
O grafismo de eleição surge, aqui, a suportar uma história com um ritmo de série televisiva, e servida um pouco como um leque de episódios que todos podem ver até ao fim... ou quase. De facto, o jogo foi concebido de modo a tornar possível a progressão, mesmo a jogadores menos dotados para este género de coisas, de modo a garantir que uma maior fatia de público vive a aventura até ao fim. É uma sábia escolha, até porque Alone in the Dark é uma história bem contada, bem interpretada – pelos actores que dão voz às personagens – e que merece ser explorada de fio a pavio e não esquecida num canto ante alguma dificuldade na resolução de um enigma.
A necessidade de juntar objectos para criar novas utilizações, tão típica das aventuras, é aqui explorada na resolução de muitos dos puzzles propostos, criando momentos de intensa ginástica mental, a par com momentos em que é de uma boa dose de controlo de movimentos que se fala, quer se trate de escalar a parede de um edifício em chamas e a ruir ou a conduzir um carro fugindo aos mortos-vivos.
Misto de aventura com plataformas e acção, o jogo ostenta uma interface com o utilizador bem pensada, que contribui para tornar mais apetecível este mergulho no horror que se esconde na zona de Central Park.
Título: Alone in the Dark
Plataformas: Xbox 360, PS3, PC, Wii
A nossa opinião - Alone in he Dark é um desafio para os sentidos. O ritmo de construção da história é absorvente, mesmo se em alguns momentos o jogador se queda arrepelando os cabelos ante um enigma. Felizmente os autores optaram por ser originais, abrindo os capítulos seguintes, mesmo sem que se termine uma secção, o que abre a hipótese de se passar o jogo mesmo sem ter transposto uma parte. é uma opção intleigente que salientamos de novo aqui. Outro aspecto a salientar é a violência do jogo, que não aconselha o seu visionamento por pessoas mais sensíveis ou por crianças. Pense nisto antes de decidir oferecer o jogo a algum sobrinho...
Nota: Certifique-se de que o seu computador é REALMENTE capaz de correr este jogo em condições, ou perderá o excelente grafismo que é apanágio das versões de consola.