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Alone in the Dark


Bebendo na inspiração lovecraftiana de Cthulhu Mythos, tal como as anteriores aventuras, a nova versão de Alone in the Dark é ainda mais aterradora, pelo ritmo cinematográfico imposto à trama da história. A opção de tornbar os capítulos jogáveis mesmo sem que se finalize o anterior revela-se um trunfo numa obra nem sempre acessível a todos, mas que pode ajudar a criar novos adeptos do género.

Por momentos quase se pensa estar ante uma clássica película de terror ao avançar pelos filmes de ligação dos trechos interactivos de Alone in the Dark, o jogo que este Verão chega a quase todas as plataformas, numa evidente aposta da Atari de disseminar o terror em todas as frentes. Mas o jogador sente-se ainda dentro de um filme, quando toma o controlo da acção e avança com o herói pelos espaços de um Central Park nova-iorquino, onde o mal parece dominar cada esquina.

Sente-se na obra o efeito da escrita de H. P. Lovecraft no seu Cthulhu Mythos. Afinal, até o herói Edward Carnby, recorda a figura de John Carnby, personagem de "Return of the Sorcerer" de Clark Ashton Smith, uma história escrita em torno do universo traçado por Lovecraft e inspirador de tantos autores.

Este jogo de Alone in the Dark marca o regresso de uma saga que começou em 1994, pelo que se trata da reposição de um género que trilhou um percurso quase pioneiro no universo do entretenimento informático. É interessante ver como o grafismo permitido pelas novas gerações de equipamentos – associadas a televisores de alta definição – abre para uma redescoberta deste tipo de aventuras.

O grafismo de eleição surge, aqui, a suportar uma história com um ritmo de série televisiva, e servida um pouco como um leque de episódios que todos podem ver até ao fim... ou quase. De facto, o jogo foi concebido de modo a tornar possível a progressão, mesmo a jogadores menos dotados para este género de coisas, de modo a garantir que uma maior fatia de público vive a aventura até ao fim. É uma sábia escolha, até porque Alone in the Dark é uma história bem contada, bem interpretada – pelos actores que dão voz às personagens – e que merece ser explorada de fio a pavio e não esquecida num canto ante alguma dificuldade na resolução de um enigma.

A necessidade de juntar objectos para criar novas utilizações, tão típica das aventuras, é aqui explorada na resolução de muitos dos puzzles propostos, criando momentos de intensa ginástica mental, a par com momentos em que é de uma boa dose de controlo de movimentos que se fala, quer se trate de escalar a parede de um edifício em chamas e a ruir ou a conduzir um carro fugindo aos mortos-vivos.

Misto de aventura com plataformas e acção, o jogo ostenta uma interface com o utilizador bem pensada, que contribui para tornar mais apetecível este mergulho no horror que se esconde na zona de Central Park.

 Título: Alone in the Dark
Plataformas: Xbox 360, PS3, PC, Wii
 
A nossa opinião
- Alone in he Dark é um desafio para os sentidos. O ritmo de construção da história é absorvente, mesmo se em alguns momentos o jogador se queda arrepelando os cabelos ante um enigma. Felizmente os autores optaram por ser originais, abrindo os capítulos seguintes, mesmo sem que se termine uma secção, o que abre a hipótese de se passar o jogo mesmo sem ter transposto uma parte. é uma opção intleigente que salientamos de novo aqui. Outro aspecto a salientar é a violência do jogo, que não aconselha o seu visionamento por pessoas mais sensíveis ou por crianças. Pense nisto antes de decidir oferecer o jogo a algum sobrinho...


Nota: Certifique-se de que o seu computador é REALMENTE capaz de correr este jogo em condições, ou perderá o excelente grafismo que é apanágio das versões de consola.

 

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