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Mais um pedaço de LOTRO

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Estou a escrever estas notas enquanto aguardo que mais 200 e tal ficheiros corram para o meu PC e me abram a porta de Lothlorien, a floresta dos elfos de O Senhor dos Anéis. É mais um lançamento do jogo baseado na obra de Tolkien. mas não vi os jornais noticiarem isto. Ah, pois, é um jogo. Coisa menor...

A ironia desta entrada tem razão de ser: quando da última expansão de WOW o Público deu a notícia, sem sequer se preocupar em referir LOTRO, que dias depois abria Moria aos jogadores. O Público é um exemplo, mas se calhar houve mais jornais que tal fizeram. Refiro o Público porque escrevi lá a secção de jogos de computador nos gloriosos tempos do Computadores, e hoje o que há no jornal é... nada.

Hoje, pelo que vi, ainda ninguém referiu na Imprensa que mais um passo do grande mapa do universo de Tolkien é aberto aos jogadores europeus. Com algum atraso sobre os Estados Unidos, e com uma actualização sofrida, e feita um pouco em cima do joelho - são seis da tarde, os servidores deviam ter aberto às 14 horas - e ainda temos uma hora ou mais pela frente, LOTRO - Lord of The Rings Online cresce, numa expansão grátis que prova o esforço continuado da equipa da Turbine para fazer um jogo que se tem guindado a uma posição invejável no universo dos jogos online.

É por isso mesmo que estou aqui, a 200 ficheiros de distância, à espera de poder entrar na floresta. Propositadamente para este dia atravessei Moria, o labirinto subterrâneo dos anões, a passo célere, deixando para trás algumas demandas a que terei de voltar mais tarde. Mas o pequeno vale de entrada de Lothlorien, abrigo para aventureiros que cruzavam Moria em busca do sol filtrado por arvoredo amarelo ouro de terra de Elfos, seduzia-me. Tal como fiz durante a beta, em que cruzei todo um território hostil, de Bree até Rivendell, somente para poder ver o cenário élfico, agora repeti a viagem, em corrida guiada pelo meu filho, na pele da sua personagem Thalosi, o anão, para levar o meu hobbit caçador até à luz diurna.

Depois de Moria, um assombroso mundo sob o solo, a Turbine criou um novo universo que, pelo trecho que vi e as imagens publicadas, promete manter bem viva a fantasia. É essa continuada façanha de conseguir surpreender-nos que me parece ser a notícia e razão da dita. Mas os jornais perderam o fio condutor dos jogos - a que outrora dedicaram espaço nobre - e só fazem notícias de WOW esquecendo que o universo é bem mais amplo do que um nome que recolheram nos canhenhos de antanho. Não me queixo da atenção dada a WOW, o patriarca destes fantásticos mundos de aventuras online, queixo-me da falta de interesse dos jornalistas por tudo o que significa que este mundo - dos videojogos - mexe e evoluí. Nos jornais tudo parece ter parado. Não deixe que pare para si e experimente LOTRO. Sairá surpreendido da viagem.

Bem, estou a cem ficheiros de partir. Vou preparar a minha montada. Vemo-nos na Terra Média.

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