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O Príncipe Misterioso

Harry cresce e os jogos parecem ficar mais pequenos. Isto dá uma boa ideia do que é o último jogo de Harry Potter, The Half-Blood Prince ou Príncipe Misterioso, traduzido para português.

Primeiro quero dizer uma coisa. Caso esteja muito entusiasmado com este último Harry Potter, como eu estava depois de ter lido que o famoso “Quidditch” e os Duelos, que existiam no primeiro e segundo jogo, iam voltar ao sexto título desta saga, não fique.

Liguei a consola, inseri o CD, sentei-me no sofá, todo contente, a pensar no “Quidditch”, que, peço desculpa se não concorda comigo, para mim é a melhor coisa na saga de Harry Potter, e estou-me a referir ao jogo em si (Não ao videojogo, mas sim ao Quidditch). De qualquer das maneiras... o jogo começou, e estava eu todo empolgado, principalmente porque começa logo com o Harry a treinar “Quidditch” em casa de Ron, “A Toca” como lhe chamam (à casa). Mas o meu entusiasmo e interesse no jogo começou a diminuir desde então, pois não era o que estava à espera...

O que estava à espera era que houvesse um espaço aberto onde se podia voar livremente e tentar encontrar a “Snitch”... (Quero dizer, a tecnologia hoje em dia já nos deixa fazer isso, não é verdade!?) Mas não... está a ver o jogo “Harry Potter: Quidditch World Cup“? Pense nesse jogo, quando chega à parte de jogar com o Seeker... É igualzinho, mas com a câmara mais afastada, e em vez de ter um rasto que a snitch deixa para ganhar velocidade, tem círculos no ar (como nos dois primeiros jogos de Harry Potter), que lhe dão tempo. Ou seja... uma seca, desculpem a expressão.
 
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Logo de seguida temos uma passagem de cena para outra cena... sem relato nenhum do que se passou, e passamos de casa de Ron para o que parecem umas ruas... onde... bem, depois de jogarem vêem com os vossos próprios olhos, não vou estar a desvendar a falta de... quero dizer, a história aqui.
 
Já o outro jogo (“A Ordem de Fénix”) tinha muitos cortes na história, mas também era muito frustrante quando se tinha que fazer duas vezes a mesma coisa... que era falar com os membros do grupo secreto de magia, onde se tinha que andar por Hogwarts à procura de todos os membros e a fazer missões para eles... Ainda não sei como fui capaz de passar aquele jogo todo. – Bem, ao menos em “O Príncipe Misterioso” tornaram as coisas mais fáceis e muito menos frustrantes... Se calhar até demasiado fáceis... Mas vou desvendar o segredo para descobrir onde tem que ir (ou mesmo onde não tem) sem ter que ter trabalho nenhum... sem ser empurrar o analógico. Carrega no “Select” e o fantasma amigo de Harry “Nick Quase-sem-Cabeça” (se é assim que se chama...) vai aparecer e levá-lo aonde quer que queira, e ainda põe alguma conversa com Harry.
 
Quanto às novas actividades, como Quidditch, Duelos e a preparação de poções...

Acho que em relação ao Quidditch, deixei uma boa noção do que penso... De qualquer modo gostava de falar de um ponto que me irrita bastante, e que penso que irá irritar os jogadores, ou pelos menos alguns... É o facto de que, cada vez que se repete um jogo, vai acabar sempre, mas sempre, da mesma maneira. Porquê? Porque há um limite de círculos (ver nota no final) e, ou o seu adversário apanha a Snitch depois de passarem o último círculo, ou o tempo esgota-se e tem que começar ou de novo, ou de um checkpoint que o jogo criou eventualmente. Por isso! Apanhe a Snitch à primeira vez, sempre! Ou divirta-se a ver o seu seeker a apanhar a Snitch sempre ao mesmo segundo e sempre da mesma maneira... até parece que está programado para isso. Aliás, está programado! – Em relação à PSP... É fácil de explicar se por acaso... Primeiro quero dar uma informação: Na PSP joga-se como Keeper, Chaser e Seeker. - Agora passando à explicação... imagine uma imagem vista de cima do campo de Quidditch colada no ecrã, com bonecos e uma bola 2D no meio do campo. (Presumo que saiba o objectivo do jogo Quidditch, por isso não vou explicar como se joga.) O meu ponto de vista é... Quando eu tinha 8 ou 9 anos, eu já jogava este jogo! O mais impressionante é o facto de que não tinha que pagar nada para o jogar, pois encontrava-se no site da Warnerbros (Acho eu que se encontrava lá. Já foi há muito tempo, por isso não me lembro muito bem e também não encontrei o site.) E depois, o jogo no geral parece um jogo de Gameboy SP ou assim. - Não tenho mais nada a dizer sobre isto, por isso passemos ao próximo ponto.
 
Quanto aos duelos... Não podia ser pior. Quero dizer, digam-me qual é a dificuldade de mandar um feitiço que faz com que o adversário caia no chão e depois aproximar-se dele e “descarregar-lhe em cima” (por assim dizer) uma data de feitiços, tirando-lhe logo metade da vida? Aliás, se quiser, nem dá hipótese ao adversário para se levantar, lançando o primeiro feitiço que mencionei quando este está mesmo quase a levantar-se... Quero dizer... mais vale jogar o segundo jogo desta saga... – Há um modo que não experimentei, pois não tenho ninguém que queira jogar comigo, mas é o modo de Duelos Multijogador, onde pode fazer um duelo contra um amigo... Não tenho muito a dizer sobre isto, pois, como disse anteriormente, não tenho ninguém para experimentar.
 
Poções... Esta é a melhor actividade no jogo todo... Puxa um bocadinho mais da habilidade do jogador em dois aspectos... coordenação e rapidez. Quando começamos a criar uma poção, são-nos dados vários ingredientes e temos uma lista no lado direito a dizer-nos o que se tem que fazer. Como, abanar um frasco e depois despejá-lo para dentro do caldeirão... ou pegar em bocados de morango e pôr no caldeirão, etc... Bem... é divertido, mas torna-se um bocadinho frustrante e cansativo quando se repete muitas vezes.
 
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Para além destas coisas todas, ainda podemos coleccionar Brasões que... por acaso não me dei ao trabalho de saber o objectivo (sem ser para ganhar Achievements (Xbox360) ou Trophies (PS3) ). E não se tem que preocupar com o coleccionar estes brasões durante o jogo, porque depois de acabada a história, começa o dia “Interminável”, ou seja, nunca acaba, o que lhe dá a hipótese para coleccionar tudo e para acabar todos os desafios.
É tudo o que tenho a dizer... Ah, só uma coisinha... o jogo é extremamente curto. Pois, acabei-o em 2-3 horas. Só para terem uma ideia.
Divirtam-se.
 
NOTA: Limite de círculos: quanto a isto, quero dizer que em cada jogo, há sempre o mesmo número de círculos. Ou seja, se fizer um jogo e passar por 20 círculos (e acabar esse jogo com sucesso, claro), da próxima vez que repetir esse mesmo jogo, o número de círculos vai ser o mesmo, ou seja, neste caso, 20.

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