Batman está de volta, numa história escura, demoníaca e cheia de vilões à solta que têm que ser metidos de volta nas suas celas. O melhor jogo criado a partir de um super-herói pode ter acabado de chegar. Dois dias de loucura.
Batman: Arkham Asylum é o novo jogo da saga de Batman, desenvolvido pela Rocksteady e publicado pela Eidos, que retrata o famoso Hospital de malucos (Arkham Asylum) em 3D, um mundo excitante, cheio de surpresas e de enigmas e também cheio de adrenalina.
Basicamente Joker é capturado mais uma vez por Batman e é levado para Arkham Asylum, onde supostamente vai ficar preso para toda a vida. Mas Joker rendeu-se muito facilmente e isso perturba Batman, pois não é normal... e claro que, Joker escapa como era de esperar (e era preciso para poder ter um jogo, não é?). Bem, a história baseia-se na perseguição de Joker, onde vai encontrar outros vilões pelo caminho, como a famosa “namorada” de Joker, Harley Quinn, Croc (O Crocodilo), Poison Ivy e outros...
Graficamente, Batman: Arkham Asylum está brilhante. Não há muito para dizer... está simplesmente brilhante, adequa-se ao tipo de jogo, e o mapa está muito bem feito. As texturas escolhidas, as posições de luz... torna o ambiente num universo sombrio, muito bom para Batman se esconder.
Cada pedaço de mapa em que Batman se depara com vilões (soldados) que têm armas, está desenhado para dar a hipótese ao jogador de os matar de várias maneiras... Quando digo de várias maneiras é por exemplo estar em cima de uma gárgula que se encontra na parede (existem várias destas normalmente para Batman se esconder) e voar até um dos soldados, dando-lhe com os dois pés e depois matando-o no chão. Ou mesmo ir a correr contra um soldado e matá-lo com socos (existem muitas maneiras de o fazer).
A sugestão que dou é “brincar” com os soldados, pois a inteligência artificial destes está muito bem feita, e normalmente eles juntam-se dois a dois, protegendo as costas um do outro... E o melhor é que eles ficam com medo ao longo do tempo, então começam a disparar para todos os sítios onde acham que vêem o Batman. E... depois divertem-se (vocês, eles não...) com esta parte.
Em relação à história... esta não é muito grande. Mas Arkham Asylum é um mapa aberto, e o jogador pode ir para onder quer... Por isso a Rocksteady decidiu utilizar o famoso “The Riddler”, que é outro vilão da saga de Batman, que, segundo o nome, cria charadas para o jogador resolver. Ele espalha charadas pelo mapa todo de Arkham, dentro dos edifícios e mesmo cá fora. Para além das charadas, também espalha gravações de várias sessões de cada vilão e ainda uns troféus que vão desbloquear o “Curriculum Vitae” de vários vilões e amigos de Batman que existem na banda desenhada (se não todos), e mapas para o modo “Challenge” (que já falo mais à frente).
Eu passo a explicar... Os Curriculum Vitao mostram tudo sobre cada vilão... desde o nome real da personagem (se for conhecido) até à cor dos olhos. E as gravações que apanha são gravações de sessões de terapia que estes vilões tiveram enquanto Arkham Asylum estava a funcionar normalmente. Existem 5 gravações para cada personagem – sendo que estas personagens são mesmo bastantes, eu diria 30. – Ou seja, quando acaba a história tem sempre estas coisas para encontrar para o manter ocupado.
Para além disto ainda tem o modo “Challenge” onde tem que completar vários desafios com Batman (ou mesmo com Joker caso tenha a versão de PS3, o que nos levou a preferir comprar esta versão). Estes desafios podem ser só de luta (onde não usam armas – pistolas ou metrolhadoras), onde tem que derrotar vários inimigos em 4 rondas cada (o número vai aumentando consoante a ronda). Ou mesmo o modo onde os tem que matar o mais rápido possível, mas aqui já se usam armas a sério, por isso tem que ter cuidado e provavelmente matá-los um a um. – O modo de combate corpo-a-corpo é um espanto... nunca vi nada assim, e estou a falar muito a sério. As animações estão muito bem feitas a câmara ajuda imenso... Faz com que o jogo pareça um filme, pois cada vez que fazemos um ataque mortal, fica em câmara lenta e o pontapé ou o soco, seja lá o que for com que estejamos a atacar o adversário, acerta exactamente onde devia de acertar, o que torna as coisas ainda mais bonitas.
Isto é basicamente o jogo de Batman, um jogo brilhante e que a meu ver, se for um fã das Bandas Desenhadas da DC, não vai querer perder este jogo. Pois, este jogo foi considerado, por vários sítios na Internet... e por nós também o melhor jogo de superheróis feito até agora. Depois de vermos a demo ficámos tão interessados que fomos a correr comprar a versão completa para PS3.
Curiosidade: Arkham Asylum é um hospital ficcional. Criado especificamente para a banda desenhada do Batman, baseia-se na cidade que se encontra nos contos de Howard Phillips Lovecraft, normalmente referidos como “Call of Cthulhu”, que se chama Arkham. Uma localidade onde acontecem coisas muito estranhas.
Sugestão: Se só quer divertir-se um bocado, aconselho-o a jogar no modo normal ou mesmo easy (fácil). Pois em modo mais difícil (hard) torna-se frustrante em algumas lutas. (muito frustrante!). Mas mesmo assim, em dois dias acabámos o jogo. Ou pelo menos eu acabei...


















