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O melhor jogo de sempre

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Algumas publicações de jogos continuam a ter medo de dar 10 numa escala de 10, mas uma revista francesa excedeu-se e deu a Uncharted 2 21 numa escala de 20. Merecidos, diga-se desde já. Poucos jogos terão contribuido tanto para tornar esta indústria credível. Uncharted 2 faz isso mesmo e não necessita de campanhas de promoção.

Mesmo se as pontuações em muitos casos  se ficaram pelos 9.5 da praxe, provando que as pessoas têm medo de assumir que o que é bom é bom, a verdade é que poucos parece ter resistido à sedução de Uncharted 2: Among Thieves. E se é lícito desconfiar sempre um pouco das classificações das revistas "oficiais" da PlayStation, a verdade é que até parecem ser elas as mais comedidas desta vez. A IGN deu-lhe 9.5 em 10, o canal de televisão G4 5 em 5 , a 1UP.com um A+ a GamesRadar 10/10, medida em que foi seguido pelo sítio Eurogamer.

Não foram os únicos, porque a mesma febre parece ter assaltado todo o mundo. E a edição francesa da PSM3 deu-lhe mesmo 21 numa escala de 20, a primeira vez que alguma coisa deste género sucede no historial da revista. Explicação? Segundo a crítica publicada, Uncharted 2 é longo, visualmente imponente, profundo e explosivo, combinando todas as qualidades que é possível encontrar num videojogo, e mais! Um novo marco na história dos videojogos foi atingido".

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Hype da indústria? Verdadeiramente não, posso atestar. Poucas vezes o mercado terá produzido alguma coisa tão unicamente boa como este Uncharted 2. De facto, se a primeira aventura de Nathan Drake causou alguma boa impressão e mesmo surpresa, esta sequela é tudo o que a Naughty Dog prometeu. Os autores dos clássicos Crash Bandicoot e Jak and Daxter passaram a um registo mais sério, mesmo que com o humor sempre presente, e conseguem dar-nos um jogo que reúne todos os elementos de um Indiana Jones com Lara Croft e muito mais, concebendo uma obra que se joga de um fôlego - forma de dizer, estamos ante um jogo que dura mais tempo do que algumas propostas graficamente intensas do mercado - e que consegue manter-nos atentos, sem um minuto de tédio, seguindo a trama da acção.

Uncharted 2 é o JOGO por que vale a pena correr a comprar a PlayStation 3. Mesmo que seja somente para jogar este jogo, compre o raio da máquina. A Naughty Dog afirma que nesta versão consegue tirar partido do processador interno e de todo o hardware da PS3, o que se traduz numa paisagem excepcional, única, que nos deixa estarrecidos, imersos no filme. Porque Uncharted 2 é um filme, mas um filme que nos deixa viver a aventura por dentro, com sábias e sabiamente doseadas cenas de ligação, tecidas com todos os truques e tiques do cinema, para nos manter colados ao ecrã. A acção inesperada, os acontecimentos que dão uma reviravolta no guião, deixando-nos tontos ante tanta mudança, tudo isso faz de Uncharted 2 uma experiência única, rica, visualmente e não só.

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A história é coesa, misteriosa, lógica até, e servida com violência, humor e sexo suficientes para que toda a família a consuma. De facto Uncharted 2 é um jogo para todos, capaz de agradar a variado tipo de jogadores, com sangue e balas de um bom Indiana Jones, a necessidade de mover-se furtivamente de um Assassin's Creed (com que tem mais elementos de comparação, leia a seguir) e uma trama que qualquer amante de livros policiais e/ou aventuras adorará. Os diálogos são excelentes, e mesmo a versão portuguesa revela-se uma surpresa, se bem que falte ainda aos actores a capacidade para viverem mais intensamente as acções que são chamados a ilustrar verbalmente. Mas estamos, em termos de localização, no bom caminho.

Como é que um jogo de plataformas consegue agradar ainda tanto nos dias de hoje, é-se levado a perguntar ao pegar neste Uncharted 2. De facto, Uncharted é um jogo de plataformas escondido sob uma capa de aventura. A evolução do jogo tem muito a dever a Assassin's Creed, que parece ter instituido esta forma de progressão no mundo do jogo, algo que não admira quando se conhece a origem dos autores daquele título: a saga Prince of Persia, ícone da exploração de plataformas em jogos de aventuras.

Tal como Assassin's Creed, Uncharted explora a vertigem das alturas para nos dar uma aventura que nos deixa com um vazio no estômago. E olhando em redor a partir dos pousos onde Drake vai parar, pode dizer-se que Uncharted não fica a dever nada a Assassin's Creed. Os ambientes do jogo excluisivo da PlayStation 3 são até melhores se quisermos, e de uma variedade que nos imerge de uma forma sem retorno na acção de Istambul ao Tibete, Uncharted é um sonho.

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Desde que o jogo chegou, na tarde de ontem, que estamos a fazer horário extra para o jogar. O João fez já muito do percurso, povoado de flashbacks e saltos no tempo - impressionante, digo-vos - que revelam estrutura baseada na linguagem cinematográfica. Tenho outras coisas para escrever, pelo que não foi possível seguir todos os passos, mas com ele a jogar na mesma sala este é o jogo com mais minutos de pausa e espreitadelas dos últimos tempos. De facto, acho que desde Assassin's Creed que não passo tanto tempo a olhar para um jogo. Uhmmm, acho que estou mesmo a olhar mais tempo para Uncharted 2, o que é um cumprimento. É difícil resistir aos diálogos, às explosões, ao arco-íris constante dos cenários.

Comecei hoje a jogar a versão em português - temos estado a ver o jogo na versão inglesa - e estou impressionado. Estamos ainda longo do final, mas este é, sem dúvida, um dos melhores jogos de todos os tempos ou porventura o melhor jogo de sempre. A sério, se não acreditam comprem Uncharted 2 e confirmem. Eu vou voltar para ajudar Drake. O João deve escrever sobre a experiência dele em breve. E o Miguel tem andado demasiado ocupado com a universidade, pelo que ontem não viu nada. Mas logo que tenha tempo vai ficar de rastos.

Ah, antes que me esqueça, o jogo pode ser explorado online em missões concorrenciais e cooperativas. Não vimos isso agora, mas mesmo sem esse lado isto já é um caso de 10 em 10. Ou mais, ou mais...

 

 

 

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