Quando o choque de duas dimensões se dá, alguns dos nossos sentidos perdem-se no espaço e procuram em vão criaturas de outros mundos. Escondidas dentro de nossas casas, espalhadas por cada canto, elas existem. Para as localizar é necessário não só uma PSP, uma câmara de filmar, uma carta mágica mas também a “aura especial” para as ver...
A nova aposta da Sony para a PSP – Invizimals – começa quando um investigador da Sony encontra uma maneira de usar a câmara da PlayStation Portable para detectar um novo mundo de energia. Criaturas que vivem escondidas da nossa realidade e que gostam de combater. Uma tecnologia tão importante que é perigoso que este conhecimento chegue às mãos de um malfeitor. Uma história pensada principalmente para os mais pequenos, com filmes que ao longo das missões relatam a história, e onde o papéis das personagens são interpretados por actores. É definitivamente um filme para crianças, mas Invizimals é um jogo para qualquer admirador de tecnologia de qualquer idade.
A tecnologia é de facto a parte que cativa qualquer jogador. Isto porque Invizimals é o primeiro jogo para uma consola portátil que usa tecnologia “Realidade Aumentada”. O conceito de “Realidade Aumentada” é simples de definir. Juntar à nossa realidade objectos virtuais. Junção de dois mundos, como eu gosto de chamar. É possível interagir com estes novos objectos que agora passam a fazer parte do nosso mundo, virtualmente. Em Invizimals apenas é possível interagir com todo este novo ambiente usando a câmara que referi para visualizar as criaturas no ecrã da PSP.
Quanto mais se descobre sobre o jogo, mais nos parece uma versão actualizada de Pokemon. Lembra-se do antigo jogo onde o jogador usa Pokeballs para apanhar bichos com poderes especiais? Aqui não existem Pokeballs, mas sim uma carta mágica que permite visualizar as criaturas quando é apontada a câmara. Para as apanhar, é necessário fazer uma série de provas físicas interessantes.
Começa-se por procurar por cores em toda a casa. Algo que se pode tornar frustrante pois nem sempre temos sorte de encontrar a cor desejada numa casa. Por isso é que tenho feito um pouco de batota e usado o “Paint” apontando para a cor que estou à procura na paleta de cores.
Depois de ser encontrado, cada animal tem uma forma diferente de ser apanhado. E as ideias são criativas. É necessário desviar-nos de nuvens, assobiar, acompanhar ritmos, saltar com a criatura de pedra para pedra, dançar... Uma quantidade de provas físicas diferentes, que requerem um pouco de prática para os mais novos. E não só...
Depois de termos a nossa primeira criatura, o jogo baseia-se, tal como Pokemon, em combates e mais combates entre estas criaturas mágicas. Existem diferentes elementos para diferentes invizimals, e o objectivo é ganhar combates para evoluir. Depois parte-se em busca de mais criaturas para completar a nossa colecção. O uso de quatro botões para combate é simples, com excepção dos poderes especiais. É necessário abanar a a consola para criar tremores de terra, soprar quando se deseja congelar um invizimal inimigo, agitar a nossa mão por cima do campo de batalha para criar tempestades...
O que acrescenta um grande significado ao jogo é o uso da “Realidade Aumentada” que nos permite rodar 360º graus em volta do campo de batalha, observar os pormenores dos animais, aproximando ou afastando a câmara. Por vezes dou por mim a espreitar por cima da consola, olhando para a carta mágica, à espera que aquele pequeno bicho que vejo no ecrã lá esteja.


















