Há muito que, digo eu, as pessoas perderam o interesse por jogos de skate. Nomeadamente por Tony Hawks, que perdeu o rumo, mas, desta vez, estou aqui para falar de Skate 3, o terceiro jogo Skate, criado pela Electronic Arts.Que é divertido mas não apresenta nada de novo.
Foi por volta de Outubro-Novembro de 2007 que o primeiro jogo Skate saiu, no mesmo período em que chegava ao mercado Tony Hawk’s Proving Ground, da Activision. Skate era um estilo de jogo muito diferente de Tony Hawk’s, muito mais real, muito mais emocionante. Mas na altura, ainda faltavam muitas coisa para adicionar, sendo uma delas o poder andar com o skate na mão, algo que pode não parecer importante mas que faz parte da cultura da actividade e por isso os jogadores esperam ver numa simulação. E Tony Hawk’s cumpria com essa ambição. Mas é bom salientar que o jogo ia já na 13º edição enquanto Skate se estreava na área. E mesmo assim Skate revelava-se como uma lufada de ar fresco.
O último Tony Hawk’s que joguei foi o American Wasteland e adorei o jogo. Eu raramente chego ao fim dos jogos mas, American Wasteland, foi um dos poucos que acabei. O jogo tinha uma história bem construída e com muito humor pelo meio.
Dos jogos seguintes a American Wasteland, só vi a demo do Project 8 ou do Proving Ground (já não me lembro, mas já foi depois de ter visto Skate, por isso deve ter sido o Proving Ground) e, não consegui gostar nem um bocadinho do jogo... Não depois de ter jogado Skate. Skate era, e é, um jogo perfeito em termos de truques, ao contrário de Tony Hawk’s que é muito mais para a brincadeira e muito irreal em muitas coisas.
Mais tarde saiu Skate 2 no qual, depois de ter escutado os pedidos dos jogadores (calculo), a Electronic Arts introduziu a opção de poder andar com o skate na mão. E ao mesmo tempo permitiu que o jogador movesse objectos no mundo para onde se quisesse, de modo a criar plataformas para fazer truques. E muitas mais outras opções, mas estas as duas foram as principais.
E agora está para sair Skate 3... O que é que tem de novo? Melhorias no modo online e a liberdade do jogador poder criar o seu próprio campo de skate e poder partilhar com outros jogadores... Não é propriamente mau mas, sinceramente, não acho que valha a pena. A razão pela qual eu não gosto do jogo é por nunca saber bem o que fazer... Ainda nem percebi bem se o jogo tem uma história. E refiro-me às três edições do jogo. Tem piada por vezes jogar um bocadinho só para fazer uns truques, inventar umas coisas e pronto... Mas torna-se cansativo.
Skate conseguiu bater Tony Hawk’s mas, mesmo assim, acho que poderia estar melhor. Não sei bem como, mas é uma sensação com que fico depois de passar algum tempo a olhar para o jogo, mesmo com a emoção de o correr num ecrã de 50 polegadas da Panasonic que dá outra dimensão aos espaços e mesmo à velocidade que o skate ganha.



















