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O melhor jogo do Senhor dos Anéis é grátis

Lançado em 2007 e recolhendo diversos prémios desde então, Lord of The Rings Online passa a poder ser jogado gratuitamente a partir de 10 de Setembro de 2010. Grátis quer dizer isso mesmo: À BORLA! Venha daí e entre na Terra Média para viver aventuras com Gandalf, Aragorn, Frodo e o resto dos heróis de Tolkien.

Se até agora tem sido necessário pagar uma mensalidade para poder percorrer os trilhos de O Senhor dos Anéis na sua versão online, este Setembro marca a mudança do modelo de negócio da Codemasters (que faz a distribuição do título na Europa), pelo que vai ser possível jogar LOTRO sem pagar um tostão. Uma boa razão para LOTRO ser o nosso JOGO DO MÊS para Setembro de 2010.

É evidente que existem algumas limitações no GRÁTIS, porque se trata de um negócio, e portanto os jogadores são “incentivados” a comprar coisas na LOTRO Store, que abre com este novo modelo de jogo. E é evidente, ainda, que o que está livre para ser de imediato acedido é a base do jogo, sendo depois necessário adquirir as expansões para aceder a novos territórios. Mas o que se pode ter de LOTRO sem pagar um tostão... ou cêntimo é muito mais do que a generalidade dos jogos oferece. Efectivamente, para muitos jogadores a primeira fatia do mapa e os níveis atingíveis – até 50 – serão mais do que suficientes para muitos meses de aventuras.

Claro que o que a Turbine, criadora do jogo, pretende fazer com esta “cenoura” é cativar mais gente para o jogo, para depois os convencer a investirem mais tempo e algum dinheiro na obra que se mantém entre os joos mais favoritos da população online. E que agora pode tornar-se ainda mais popular. Trocam-se assinaturas mensais por gastos na LOTRO Store e espera-se que o número de jogadores presentes seja de molde a justificar essa muança.

A ideia não é nova e a Turbine fez isso mesmo com Dungeons & Dragons Online um outro jogo da equipa que estava a definhar e que ao mudar de modelo de negócio se tornou, segundo dados da empresa, num sucesso, quero dizer lucrativo. Agora que a Warner Brothers comprou a Turbine, foi decidido fazer o mesmo com esta história, que tem provavelmente muito mais espaço de manobra, dado ser um universo conhecido do grande público.

É efectivamente a popularidade de O Senhor dos Anéis que pode significar que este modelo de negócio é catapultado para diante. É fácil convencer pessoas a experimentarem, agora que é grátis. E parece estar provado que muitos jogadores acabam por gastar dinheiro real para adquirirem bens virtuais, que é o modelo de negócio latente neste tipo de MMORPG.

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Esta mudança de estado do jogo causou alguma indignação. Sobretudo entre toda uma comunidade de jogadores mais velhos, que investiram muito tempo e dinheiro nas suas personagens, e que agora descobrem que parte dos objectos, armas, equipamento que só se obtinham lutando podem ser adquiridos na loja. Aspectos como o de se poder comprar um cavalo, meio de transporte que só se obtinha, na fase inicial, num nível avançado – na beta desta nova fase de LOTRO o meu elfo anda a cavalo desde o nível 5... -  causaram celeuma, mas a verdade é que esta mudança de LOTRO é, porventura, a melhor coisa que pode acontecer ao jogo para continuar vivo. É natural que numa fase inicial cause confusão, sobretudo em servidores onde a prática de Role Playing é mais intensa, e onde o acesso de “novatos” pode causar distúrbios de uma paz que os jogadores regulares achavam ser definitiva. Mas é crível – desejável também – que após um período de aclimatação, toda a moldura do jogo se componha e acabemos a jogar mais e com mais jogadores presentes.

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Existe muita coisa nova para a fase de LOTRO que arranca dia 10. Uma área nova, mas sobretudo uma mudança global do jogo em termos de ajudas ao jogador que começa, e até de simplificação e/ou redução do nível de dificuldade de muitas missões. A Turbine procra encontrar um equilíbrio que satisfaça toda a gente: veteranos, novatos, quem adora jogar em grupo e os solitários que gostariam de poder fazer muito do jogo movendo-se silenciosamente pelas veredas da Terra Média. Os caçadores, por exemplo... É uma tarefa difícil e vamos ter os próximos meses para descobrir se conseguem atingir o objectivo.

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Para os veteranos, e os que investiram no jogo adquirindo, por exemplo, uma licença infinita, que permite jogar até que LOTRO deixe de existir, esta mduança de modelo de negócio causou muita indignação: quem pagou 200 euros para garantir um lugar ao lado de Gandalf e dos outros não quer que quem vem à borla possa estar no mesmo lugar. A Turbine resolveu essa questão atribuindo a diferentes escalões de jogadores uma bonificação especial em pontos para usar na LOTRO Store, que no caso dos VIP é uma espécie de “salário mensal” que garante mais poder de compra sem grande esforço. A classe mais alta desses assinantes do serviço, agora VIP, tem ainda acesso ilimitado a todas as expansões, todos os slots para personagens e uma série de outros benefícios que marcam a diferença. Para quem chega é possível definir diferentes graus de envolvimento, começando no mais barato de todos: à BORLA!

A F2P (Free to play, como dizem os ingleses) vai ser de facto uma renovação de LOTRO. Além da loja, de uma nova zona, do facto de o jogo ser DirectX 11 ( nota-se em alguns aspectos mas não é capital), temos um reajuste de classes que visa equilibrar o jogo, algo que a Turbine tem feito continuadamente, uma fase de aprendizagem mais fácil, com muitas dicas para quem chega, e depois aspectos divertidos como uma cave assombrada ou as cabras demoníacas. Ah e temos um guarda-roupa novo que permite aos que adoram o vestuário deste tipo de jogos terem um grande guarda-fato cheio de conjuntos para diferentes ocasiões. É impressionante, digo-vos eu, o tempo que alguns jogadores passam a experimentar roupas, colorir novas peças e espreitar, diante do espelho, como cada conjunto lhes assenta. Pura vaidade virtual...

Apesar de ser possível jogar muito de LOTRO gratuitamente e mesmo subir até nível 50, os jogadores cedo vão perceber que sem algum investimento demorarão muito tempo. Existem estratégias possíveis, como a criação  de vários personagens com que o jogador faz “farming” de pontos para depois os entregar a uma personagem principal que quer fazer evoluir, mas o caminho mais curto é sempre óbvio: gaste algum dinheiro. Afinal, isso é que mantém LOTRO vivo.

{youtube width="417" height="300"}UBZhDwR4vm8{/youtube}Pagar significa ter mais espaço para criação de personagens, poder carregar mais ouro e, para quem pretende jogar muito, ter maior prioridade no acesso aos servidores (ah pois, o acesso vai ser mais controlado, tudo indica...).

Para ter uma ideia a melhor estratégia para jogar LOTRO nesta nova fase, o melhor mesmo é estudar as opções enunciadas no sítio http://lotro.mmorsel.com/, que deve ser marcado como Favorito na navegação de quem quer visitar a Terra Média. Encontra ali dicas que podem ser importantes se quer jogar gratuitamente.

Antes de fechar um conselho: não deixe de experimentar LOTRO. É grátis e pode ser que descubra ali o jogo online que nunca experimentou. Seria interessante ver famílias inteiras a “lerem” desta forma a saga de Tolkien. Eu estarei por lá se quiserem algumas visitas guiadas. Basta quem me enviem um email para a videojogos pedindo ajuda. Ainda tenho algures o plano da viagem que fiz em 2007 de Bree até Rivendell, bem como a rota de Frodo entre o Shire e Bree. São passeios que permiem apreciar a beleza desta recriação da Terra Média. Veja o diaporama na abertura se não está convencido. Venha daí!

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