Categoria: Artigos Publicado em segunda, 14 dezembro 2009 17:48
A PlayStation 3 tem uma nova referência máxima a caminho do seu inventário: trata-se de Heavy Rain, um jogo prometido por muito tempo. Uma jóia ainda no forno. Vai estar em português, se bem que tudo o resto ainda seja segredo no que toca a adaptação, já visível na curta versão que nos foi permitido jogar. Queremos mais...
A versão de preview de Heavy Rain que a Sony nos fez chegar há dias deixou-nos com um amargo na boca. Na tarde de sexta-feira, de repente, imaginámos o fim-de-semana a devorar a esperada aventura. Não! Puro engano, em umas duas horas a demonstração esgotava-se, deixando-nos ansioso por tocar no produto final. David Cage e equipa estão de volta, agora em exclusivo para a PlayStation 3. Este texto é um esforço colaborativo dos três, porque faz todo o sentido explicar aqui o jogo e o que cada um de nós sentiu ao tocar-lhe. Estamos agora na fase de revisitar o que temos apra ver, tentando analisar/tentar/ensaiar todas as variáveis possíveis do jogo.
Uma nota em arranque: assim como Uncharted 2 é, para mim, o actual jogo baliza para a qualidade de todos os jogos (ganhou os "Óscares" de Melhor Jogo do Ano, Melhor Jogo da PS3 e melhores gráficos, o que confirma o que escrevi/escrevemos), e só por si uma boa razão para correr a comprar jogo e a consola, se não a possui, este Heavy Rain é a segunda melhor razão – existem outras, mas estes dois são exclusivos e por isso tem mesmo de ter a PS3 – para querer a consola da Sony. Heavy Rain não é, visualmente, par de Uncharted, mas é, de entre os jogos adultos – pois de um se trata – uma aposta incontornável, se gosta de boas histórias que nos deixam presos à trama, maravilhados com o fantástico e coçando a cabeça com duas perguntas: onde é que isto nos vai levar? e como é que alguém consegue imaginar tudo isto.
Heavy Rain é um misto de filme negro, policial, drama psicológico e caixinha de surpresas tanto em termos de narrativa como de exploração de fronteiras, ou imaginários da tecnologia. Os conceitos de mundos virtuais acedidos por uso de ferramentas como óculos são aqui explorados de uma forma que nos sugere o que o futuro nos pode reservar. Negar isso é negar, por exemplo, que a Panasonic se prepara para lançar no próximo ano um televisor 3D que nos vai levar a sentar na sala de estar, família inteira, com estranhos óculos pendurados no nariz. Mas divago...
Heavy Rain é uma produção da Quantic Dream, equipa francesa liderada por David Cage, músico e criador de videojogos. Francês, com o nome original de David De Gruttola, o presidente da Quantic Dream, lançada em 1997, tem no seu palmarés títulos como o pioneiro Omikron: Nomad Soul (1999), um jogo adulto com David Bowie, Fahrenheit (2005) e agora Heavy Rain, a lançar em Fevereiro de 2010.
Os jogos da Quantic Dream giram em torno de temas adultos trtatdos de uma forma fantástica. Em Nomad Soul o herói é um jogador de videojogos sugado para outra dimensão. Quando morre no jogo, reencarna noutra personagem que passe perto. Uma história estranha, cheia de nós, que preparará o caminho para Fahrenheit (ou Indigo Prophecy nos Estados Unidos), um thriller do paranormal, com Nova Iorque a ser palco de uma série de crimes que seguem um padrão, numa história igualmente complexa. É algo que vamos reencontrar agora em Heavy Rain, como se a Quantic Dream quisesse aperfeiçoar o trabalho feito anteriormente, mas recorrendo a um motor gráfico excelente (a equipa afirma que só consegue fazer este jogo na PlayStation 3, razão para a exclusividade).