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Red Orchestra: realismo nos jogos

Há muitos jogos que por vezes passam despercebidos, seja porque os websites ou revistas de jogos não falam neles, ou porque, mesmo que falem, as empresas que criam estes jogos não chamam muito a atenção ao público... A verdade é que estes jogos, por vezes, são muito realistas, ou tentam-no ser. Red Orchestra é um exemplo.

Red Orchestra é um simulador de guerra (que retrata a Segunda Guerra Mundial), criado pela Tripwire Interactive, e lançado em 2006 no Steam. Um dos melhores aspectos para caracterizar Red Orchestra é o realismo deste mesmo... Assim como os gráficos, agora já um bocado ultrapassados, mas bons mesmo assim.

Antes de Red Orchestra: Osfront 41-45 (que é o jogo que vou falar), a Tripwire Interactive fez um modo para o Unreal Tournament 2004 - Red Orchestra: Combined Arms - e ganhou o prémio do concurso "Make Something Unreal". Foi esse incentivo que os levou a fazer Red Orchestra: Osfront 41-45, onde decidiram retratar o lado da Segunda Guerra mundial entre os Alemães e os Russos, em vez de fazerem o mais normal - Americanos vs. Alemães.

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Para dizer a verdade, não sei o quanto conhecido é que Red Orchestra é lá fora. Mas sei que, em Portugal, quase ninguém o conhece. Já falei com colegas meus sobre o jogo, e com todos os que falei, quando lhes apresentei o jogo eles desconheciam-no por completo. Nem sabiam o que era... E para dizer a verdade, também não gostaram. E eu sei porque é que não gostaram... Porque é demasiado real para eles e exige, mais do que andar aos tiros, que se pense em estratégia e alguma táctica para ser jogado.

"Counter-Strike é muito melhor." É o que eles dizem. Jogam outros jogos de guerra onde não conseguem fazer nada... Counter-Strike é um clássico, e até percebo que muita gente o jogue... Mas digam-me... Aquilo tem alguma coisa de real? Inicialmente era suposto ser um jogo de táctica, mas quando se começa a jogar percebe-se logo que é completamente o contrário. Aquilo é do estilo "Tudo ao molho e fé em Deus."

Claro que Red Orchestra também não é um jogo onde se consiga tanta táctica quanto aquela que se quer... Ou requer. Porquê? Porque os mapas de Red Orchestra levam até 50 pessoas e é só Online... Normalmente para jogar com táctica precisam-se de amigos para se poder comunicar. E, a não ser que tenha 50 amigos, não há muita coisa a fazer. Mas mesmo assim, é preciso táctica. Bom , mesmo bom, seria poder reunir gente suficiente para fazer partidas onde o trabalho de equipa fosse realmente uma vontade comum. Mas isso em jogo é raro.

Os mapas de Red Orchestra são imensos e, normalmente, são mapas de campo aberto. E os reforços de guerra não duram o combate todo, chega a uma altura que acabam. Ou seja, não pode morrer muitas vezes, pois o jogador é sempre um desses reforços (após ter morrido). E é por isso que se precisa de ter táctica, de modo a que possa jogar durante o jogo todo e claro, consiga ganhar.

Quanto ao realismo do jogo... É tudo. Os veículos existentes, as armas, as vozes, os sons... Tudo. Um dos aspectos que me chamou mais a atenção foi o Sniper. Em todos os jogos de guerra que já experimentei, quando se é Sniper e se usa a mira para ver ao longe, basicamente o que faz é aproximar da mira e a única coisa que se vê no ecrã é a mira. - Em Red Orchestra, quando se quer espreitar pela mira, nota-se uma pequena aproximação, mas consegue-se ver a mira o que nos rodeia. (Veja no vídeo em baixo - este vídeo é do primeiro Red Orchestra.)

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Eu não vou falar mais sobre Red Orchestra: Osfront 41-45, pois o que me interessa é mostrar-vos três vídeos do próximo jogo que a Tripwire Interactive tem andado a trabalhar. Red Orchestra: Heroes of Stalingrad. Para quem nunca jogou o primeiro Red Orchestra, provavelmente vai ficar espantado com o jogo... Para quem já jogou, ainda vai ficar mais espantado, pois as melhorias são brilhantes. - O primeiro vídeo que se encontra nesta página já é do novo Red Orchestra que está para sair. Mas veja os com que encerro este artigo.

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Red Orchestra: Heroes of Stalingrad ainda não tem data de lançamento e ainda não se sabe se vai ser pago. A meu ver, eu acho que vai ser (pago), pois isto, apesar de ser uma melhoria do primeiro, é uma grande melhoria, e só não é um jogo novo porque já foi feito um. De qualquer modo, esteja atento a Red Orchestra: Heroes of Stalingrad! Sobretudo se quer algo diferente das centenas de jogos que nos metem diante dos olhos todos os dias.

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