Categoria: Equipamento
Publicado em sexta, 15 agosto 2008 11:29
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Quando recentemente a placa gráfica GeForce 7900 GS do meu filho “morreu”, tive de procurar uma solução. A nova série G200 da nVidia parecia-me cara e olhei, sem muito entusiasmo, para a ATI, cujo percurso incerto acompanhei durante anos, ciente das dificuldades do fabricante em acompanhar a Nvidia. Nada me parecia capaz de substituir a eleita cá de casa, até ver a Radeon 4850. Mudei de cor e de marca. E não me arrependo.
Acabada de chegar ao mercado e na altura (em Junho) nem sequer presente nas grandes superfícies – o que demonstra que quem quer tecnologia de ponta em determinados segmentos deve procurar fora desses locais – a Radeon 4850 em versão Gigabyte parecia caída dos céus. Confesso que nunca olhei para a ATI com bons olhos. Problemas de drivers (os controladores da placa) e uma generalizada ideia de “segundo lugar na corrida” face à Nvidia sempre me fizeram manter-me fiel à marca do N em qualquer dos computadores usados em casa e no trabalho.
Ele existe, contudo, sempre uma altura em que se deve repensar as prioridades e investigar. E foi o que fiz. Espreitando os testes disponíveis, a Radeon HD 4850 revela-se como uma verdadeira surpresa e uma dor de cabeça para a Nvidia. Fácil de perceber porquê: a placa de cerca de 150 euros (a versão da Asus entretanto já disponível) revela-se melhor compra do que a proposta Nvidia (G260GTX) correndo por cerca de 300 euros, acabada de lançar como a a escolha de excelência para jogadores. Se é possível ter praticamente a mesma prestação por metade do preço é fácil perceber o que escolher. Com a vantagem de, juntando duas 4850, se ficar com uma solução CrossFire realmente impressionante por um preço... aceitável.
Esta realidade modificou totalmente o equilíbrio de forças. De repente a ATI (que hoje é detida pela AMD, o grande adversário da Intel em processadores... se bem que estas placas funcionem bem com Intel, por vezes, como é o caso do CrossFire, até melhor do que a Nvida) tornou-se na escolha correcta para os entusiastas em busca de uma excelente relação qualidade/preço.
Que não se estende à gama mais barata do mercado, onde a Radeon HD 4850 domina, mas sobe à versão mais ambiciosa, a HD 4870, que usa memória DDR5 (mais rápida) que a coloca em confronto directo com a GeForce G280, com a diferença de a 4870 custar € 229 contra quase € 600 da GeForce.
As vantagens da ATI não se ficam, contudo, por aqui. De facto, se para o utilizador comum esta é a escolha correcta do momento, também os que pensam em soluções CrossFire (em que duas placas são montadas no mesmo computador para gerir os aspectos gráficos) ficam mais bem servidos com a proposta da ATI. O preço final de uma solução Crossfire é inferior ao de uma GTX 280 e os resultados são superiores. Mas há mais...