Categoria: Equipamento Publicado em segunda, 12 abril 2010 19:34
Apresentado como uma máquina de jogos, o computador iPower X3.0 da Packard Bell é uma solução robusta, elegante, capaz de satisfazer as necessidades de muitos jogadores. Nâo é, contudo, uma máquina para "nerds".
A aparência confirma-se quando lhe tomamos o peso. A proposta da Packard Bell para o segmento doméstico é um peso-pesado quando se fala em computadores domésticos. A abertura da caixa revela, da moldura que suporta o todo até ao resto, bons materiais sob os plásticos de cor negra com zonas iluminadas que dão um ar de “modding” ao Packard Bell iPower i9643PO, como lê a referência na ficha técnica servida com o computador.
Servido com portas de entrada/saída para cobrir todas as necessidades, o computador tem ainda um sistema de baías de disco rígido que permite a rápida ligação/retirada de uma unidade de, por exemplo, backup.
Se atendermos à robustez, elegância de linhas e ao pacote de software integrado, que vai do Adobe Photoshop Elements 7 ao Nero 9 Essentials, Office Ready 2007, Norton Security 2009 e uma série de outros programas que tornam a vida mais fácil, o computador da Packard Bell vale os 1199 € que terá de dispender quem por ele se apaixonar.
Distribuído com o Windows 7 Premium a dar vida a um processador Intel Core i7-860 S1156 de 2,80 GHz, 6GB de memória RAM DD3, 2TB de espaço de arquivo (em dois discos de 1TB), leitor/gravador de DVD, rato e teclado e ainda capacidade de ligação sem fios, para dispensar mais um cabo extra e preservar a boa imagem da caixa negra, o computador recebeu uma placa gráfica Nvidia GT330 de 2GB com as necessárias saídas DVI/VGA/HDMI.
Apesar da fasquia elevada da memória da placa gráfica, a verdade é que este modelo não é um topo de gama, pelo que a ideia de colocar o iPower 3.0 na rota de um jogador mais avançado – nerd? - não é a mais feliz. Esses, com dinheiro para gastar numa placa de 500, 700 ou mais euros, também não são a clientela habitual deste tipo de sistemas, sendo por norma os “engenheiros” dos próprios aparelhos.
Se excluirmos esse patamar, então temos máquina. O iPower 3.0 corre a última versão de Crysis (porventura o jogo que mais é usado para ver o que qualquer computador consegue fazer) em qualidade alta (mas não o máximo; poucas máquinas o fazem) num ecrã de 1920x1080. Jogos normais, como Dust, uma simulação de condução cheia de energia e com um grafismo exuberante correm bem mesmo num monitor de 2560x1600, o que será mais do que muitos utilizadores têm ao seu alcance. De facto, se atendermos ao que é usual, valores abaixo dos 1920x1080, a máquina da Packard Bell é uma elegante solução doméstica que pode bem funcionar como centro multimédia da família. Falta-lhe somente um monitor com aspecto tão... elegante. Isso não vem no preço.
Com o espaço interior que tem e o sistema fácil de troca de componentes, este computador de secretária pode, claro, ser o ponto de partida para uma máquina mais ambiciosa. Não no futuro imediato, mas à medida que a tecnologia progride, o investimento nesta caixa é uma boa escolha, por representar uma base para futuras modificações.