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Portátil Acer é pioneiro do 3D

A tridimensionalidade parece ser a próxima meta dos videojogos e consolas mas na verdade ela já existe há muito. Nos computadores a Acer estreou o 3D num portátil, o Aspire 5738DG. Há quase um ano atrás...

Sony e Nintendo podem andar às turras sobre se o sistema de óculos de uma na PS3 é melhor do que o sistema sem óculos da outra na 3DS. A verdade é que o 3D já anda por aí há muito tempo, mesmo que o mercado não lhe ligue, ou ligasse, até Avatar nos dizer que o mundo era 3D... coisa que ninguém parecia ter percebido antes de sentar no cinema e ver o filme.

O mercado funciona, de facto, por simpatia e por empurrão. E moda. O 3D é moda e toda a gente o quer ter. Os fabricantes agradecem, porque sempre lhes vai enchendo os cofres. Agora são os televisores 3D, milhares de euros, os óculos especiais, as mil e uma coisas que nos impingem com a ideia de que o mundo vai ser melhor. É mentira.

E como para mentias o melhor é comprar a mais barata, eis que acabei de ver como a trilogia O Senhor dos Anéis fica em 3D. Verdade, estive a ver trechos da trilogia em 3D, sem ter de pagar um bilhete extra-caro de cinema, num portátil de 15,6 polegadas da Acer. O Aspire 5738DG-664G32Mn, que oferece uma porta de entrada para a tridimensionalidade num portátil. Isto desde o final de 2009. Portanto, uma estreia absoluta que parece ter passado despercebida a muita gente.

Confesso que quando me sugeriram que experimentasse este portátil me ri. 3D? Estão a brincar? Conheço o sistema 3D Vision da nVidia, que exige uma máquina potente e um ecrã a condizer, os “velhos” óculos 3D com vermelho e ciano para cada um dos olhos e depois uma série de variações em torno de sistemas mais sofisticados, que sempre recorrem a óculos. No portátil da Acer é isso mesmo que sucede, com um sistema de lentes polarizadas e um ecrã a acompanhar. E, claro, o software da TriDef que dá vida ao conjunto.

É pelo software que se consegue aceder ao 3D no Acer Aspire. Verdade, o programa da TriDef pode ser associado a diferentes equipamentos, desde que na lista surja um ecrã com capacidades 3D, mas aqui a vantagem é que se consegue ter tudo reunido num pequeno portátil que se carrega para todo o lado e que além de ser uma máquina de trabalho pode servir de centro de atenções ao revelar a sua característica tridimensional. Ou, mesmo sem ela, dar acesso a um mundo de videojogos e filmes cumprindo com a ideia de trabalho/lazer que sempre associamos a um portátil.

Efectivamente, além de Aion, Dungeon Siege, TrackMania (a correr em simultâneo com Aion, bom teste) experimentámos o fabuloso Mass Effect 2 no Acer Aspire, para uma demonstração efectiva de quanto a máquina pode correr. E correu. As especificações não garantem que corra um Crysis (que é mais uma bitola de poder do que um jogo) mas os fiéis de Left For Dead, da Valve, podem ter uma experiência de monstros soltando-se do ecrã para os atacarem...

O ensaio de alguns jogos – Mass Effect, por exemplo recusou-se a correr em 3D – confirma que o processo não é tão linear como se desejaria, se bem que exista uma biblioteca crescente de “drivers” que permitem criar condições para diferentes jogos correrem. A interface do programa da TriDef permite associar novos jogos à funcionalidade 3D, se bem que nem sempre tudo corra sobre rodas. Mas quando funciona, o sistema é uma experiência agradável.

Dito isto, é importante lembrar que estamos ante um ecrã de 15,6 polegadas no formato 16:9, com uma resolução de 1366 x 768 que se revela surpreendentemente “espaçoso” no que respeita o visionamento. Apesar disso é bom salientar que para explorar o 3D, e apesar de o sistema ver com um par de óculos ou adaptador para quem usa óculos, a apreciação do 3D por duas pessoas pode ser complicada dada a reduzida amplitude (normal) do campo de visão em que o efeito é pressentido. O que sugere que os jogos podem ser a aplicação mais interessante para o 3D do Acer Aspire 5738DG.

Uma máquinas equilibrada para todo o tipo de uso, este portátil não oferece a autonomia já presente nos mais recentes modelos da Acer, num testemunho evidente de como a tecnologia – ou a sua aplicação em equipamentos para o grande público - evoluiu em poucos meses. Mesmo assim o Acer Aspire faz menos de 3 horas de uso numa bateria, em aplicações normais.

Uma nota para os que em portáteis sempre se queixam dos teclados numéricos em falta. A Acer colocou neste Acer Aspire um teclado numérico completo, o que se revela uma excelente opção para quem procura uma máquina de trabalho e necessita de ter os números sempre na ponta dos dedos. É um dado mais a recordar quando, uma vez passada a febre do 3D – que vai terminar, não se duvide – pensar nas razões que o levaram a adquirir este portátil. Um pioneiro que sobreviverá mesmo ao 3D quando todos se cansarem dele...

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