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Murais de Abril virtuais

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Reproduzidas, com a devida autorização, a partir de imagens do espólio do Centro de Documentação 25 de Abril, as fotografias de pinturas murais registadas por diversos autores no período pós 25 de Abril de 1974 podem ser vistas no espaço Portucalis... em Second Life.


É uma exposição de fotografia que confirma a minha certeza de que existe vida num outro mundo. Após uma passagem pela exposição de reViriato Merlin, na inauguração do seu espaço Tripé, novo ponto de convergência de fotografia e fotógrafos na Internet... e em Second Life, meti pés ao caminho, na ilha de Portucalis e fui ver esta proposta da Academia Portucalis, que continua a querer fazer da ilha um espaço de cultura e troca de experiências.

Se a inauguração da exposição de reViriato Merlin foi um momento social intenso, cheio de gente – e algum lag por execesso de multidão – a viagem pela galeria de pinturas murais foi o confirmar pleno de uma inocência pós-revolução que marcou as paredes do País, e também, com alguma pena, o sinal evidente de que apesar de termos mudado muito, há coisas que continuam a não mudar neste pequeno País. Pequeno de dimensão e de tamanho de algumas mentalidades.

Foi neste mesmo dia que espreitei estas pinturas murais que vi a Comunicação Social fazer edições especiais por causa de um candidato europeu que levou com garrafas de água e palavrões em cima, mas não vi igual empenho em discutir-se por que razão um jovem de 18 anos pacato e caseiro leva uma facada num pulmão para lhe roubarem um leitor de MP3. Ambos estavam no local errado à hora errada, parece, mas a diferença no tratamento dos casos, até pela relativa gravidade de cada um deles, faz-me pensar que alguma coisa vai terrivelmente mal com todo este País.

Se quer saber a história melhor, espreite em http://livresco.wordpress.com/2009/04/30/anedoticoneste-portugal-para-irem-presos-a-policia-tem-de-os-apanhar-a-dar-te-a-facada-ausencia-de-flagrante-delito-sintra-dois-jovens-de-rio-de-mouro-esfaqueados-no-intervalo-de-15-minutos/. O jovem em questão é amigo do meu filho – que também já foi assaltado e ferido pelo mesmo gang e de nada valeu apresentar queixa na polícia, apesar de se conhecerem bem os autores – e visita cá de casa. Mas não é por isso que escrevo esta notícia, reflexão. É porque os murais de Abril me recordaram o sonho de um País lindo que pensámos criar mas que de facto estamos a tornar num reino feudal onde meia dúzia sacam a torto e a direito e nós pagamos. Seria bom recuperar, não só por palavras e em momentos solenes de feriado nacional, essa veia que os poetas cantaram e todos julgámos ir viver nos anos vindouros. Pense nisto.

Ah, e não se esqueça de visitar a exposição em Second Life. Portucalis, a ilha onde se tenta manter a ideia de um país de cultura.

 

 

Para os pais

Procura-se mecenas

Os autores deste blog continuam em busca da edilidade ou organização capaz de acreditar na criação de um Museu Nacional de Videojogos. Depois de contactos com Câmaras Municipais que de promessas vãs a completo silêncio provaram a sua curta visão, tenta-se de novo encontrar um arquivo-museu espaço vivo que possa receber aquele que é um espólio único em termos da história dos videojogos. Ou será que só existe dinheiro para campos de futebol e outras tretas? Se quer saber mais leia o resto aqui