Um dia destes fui banido de um servidor durante uma partida de Day of Defeat. Dois dias depois, convidaram-me para integrar o clan. Baniram-me de novo dois dias depois. Tenho alguma culpa de jogar bem?
Há anos que jogo. Sempre o fiz. Uma longa lista de jogos está associada a mim. Role playing games, jogos de plataformas, aventuras... de tudo um pouco. Mas definitivamente que o meu género favorito sempre foram os FPS - First Person Shooters.
Videojogos como o velhinho Delta Force lançado no ano de 98 – o meu pai levava-me às apresentações dos jogos em Portugal... e eu tinha 8 anos – iniciaram-me nessas áreas. Quando se fala em “simuladores de combate” em primeira pessoa, sempre optei pelos mais realistas. Tendo assim passado por jogos como America’s Army, Operation FlashPoint, Hostile Intent, Resistance and Liberation – o jogo mais realista que alguma vez joguei – Day of Defeat (ambos, o “old school” e o Source) jogando também o bastante conhecido Counter Strike. Este último nunca gostei, pois a ideia de um jogo táctico é bonita, mas na realidade nunca me pareceu funcionar em Counter Strike, tal como funciona nos antigos Rainbow Six. Todos os outros me agradaram.
Quando toca a jogos menos realistas, joguei Half-Life online, Quake, Unreal, Team Fortress, Team fortress 2, Left4Dead. Um pouco de tudo como se pode ver. Aliás aqui em casa por causa da ligação que temos com os jogos temos acesso e jogamos todo o tipo de jogos, nas mais diferentes máquinas. É um habito, tal e qual como beber um café com amigos. Sento-me diante do computador, e já cheguei mesmo a fazer lan parties com quatro computadores aqui em casa.
Agora que o leitor sabe que joguei toda esta colecção, passo à história que me levou a escrever estas notas – além do pai chato que me está ao lado a pedir para partilhar tais aventuras com vocês.
Decidi voltar a jogar Day of Defeat: Source. Há cerca de dois anos que não pegava a sério neste jogo, depois de ter saido de um clan internacional de que fiz parte. Fiz uma pausa para jogar num outro clan em Team Fortress 2. Mais um clan internacional, pois recuso-me a fazer parte de clans portugueses, onde a maior parte dos jogadores são mesquinhos, idiotas, e adoram abusar dos palavrões.
Ao descobrir um servidor português em Day of Defeat, decidi experimentar. Fiquei satisfeito com o ambiente e surpreso. Calmos, razoáveis. Um clan que me pareceu bem estruturado, com tácticas definidas. Gostei! Nesse mesmo dia, nesse mesmo servidor, com esses portugueses fui banido pelo administrador. Acusaram-me de usar cheats (batotas).
Tentei resolver a situação, visto eu nunca ter usado cheats. Detesto. Mesmo a Valve – criadora do jogo – tem um sistema anti-cheat que quando detecta um cheater lhe bloqueia a conta. O que eu aplaudo.
Expliquei ao administrador, a situação ficou resolvida e voltei a jogar no servidor dois dias depois. Na mesma altura convidaram-me para fazer parte do clan em causa. Dois dias depois fui banido do servidor. Novamente acusado de fazer batota.
Eu não faço batota!
Já falei com o administrador e foi-me garantido que fiz batota e me irão enviar o filme que prova que o fiz. Espero ansioso por tal porque a minha consciência está tranquila.
Não me considero um super jogador, mas sei que jogo bem. Tudo se deve aos anos de prática que tenho. São doze anos a jogar devo ter aprendido alguma coisa.
Não é a primeira vez que tal me sucede. Noutros jogos já tive esta experiência. Mas também tive a boa experiência de ser convidado para clans. O que é agradável.

















